Nota Pública sobre as aulas presenciais do Colégio Ágora



NOTA PÚBLICA


Há um ano nossas escolas foram fechadas devido ao contágio mundial de um vírus ainda desconhecido. Houve medo, dúvidas, incertezas, especialmente causados pela falta de conhecimento e da correta informação.


A decisão de reabrir as escolas não foi tomada a partir do desconhecimento e muito menos por vontade própria deste ou daquele, mas sobretudo a partir de um rigoroso estudo encomendado pelo COE (Centro de Operações Emergenciais) e publicado pela Secretaria de Educação do Estado de Goiás, juntamente com o SUS. (https://www.saude.go.gov.br/files//banner_coronavirus/Protocolos/Protocolo%20de%20retorno%20as%20atividades%20presenciais%20nas%20instituições%20de%20ensino%20de%20Goiás.pdf )


Hoje, um ano depois, estudos comprovam os problemas didáticos e efeitos psicológicos causados pelo fechamento e defendem a necessidade dessa reabertura, seguindo obviamente os protocolos sanitários necessários.


Abaixo citamos 2 desses estudos para exemplificar essa linha defendida.


1 - https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/estudo-com-21-paises-aulas-presenciais-nao-contribuiram-para-alta-casos-covid19/ “ A 2ª edição do Levantamento Internacional de Retomada das Aulas Presenciais, que analisou os resultados da reabertura de escolas em 21 países de diferentes continentes durante a pandemia de Covid-19, concluiu que na maioria desses países o retorno às aulas presenciais não impactou a tendência das curvas de contágio. O aumento de casos identificados a partir da reabertura das escolas, segundo os pesquisadores, deu-se por causa do relaxamento de outras medidas de distanciamento, porém os focos de transmissão não foram os espaços escolares”.


2 - https://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Marcelo-Cunha-Bueno-Chao-de-escola/noticia/2021/03/marcelo-cunha-bueno-nao-da-mais-para-escola-ser-mesma.html “Um estudo comparativo entre dois grupos de crianças (um que ficou em casa e outro que foi para a escola) realizado na França comprovou que o grupo que ficou em casa teve de três a cinco vezes mais chances de contrair o vírus do que quem foi para a escola, isso porque a tendência de se reunir com amigos, ou ir para casa de vizinhos e avós aumenta consideravelmente”.


Aqui em nossa cidade o órgão competente para analisar a deliberação do COEé a Prefeitura, via Comissão de Enfrentamento ao Coronavírus, formada por médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros importantes profissionais da saúde. A comissão é o principal grupo de assessoramento municipal que também responde pelas notas técnicas que dão embasamento aos protocolos e decisões das autoridades locais, e que acompanham e relatam o real cenário da saúde do município.


Desde o dia 14 de janeiro o Colégio Ágora foi autorizado a abrir suas portas para receber seus alunos e professores seguindo as orientações e protocolos sanitários, como por exemplo:


- manter o distanciamento de 1,5m entre as carteiras;

- atender a capacidade máxima de 40% dos alunos por turno e período;

- uso obrigatório de máscaras por todos os alunos e funcionários;

- uso da viseira para todos os professores (enquanto estiverem em sala de aula);

- realizar medição de temperatura de todas as pessoas ao entrarem na escola;

- disponibilização de álcool em gel 70% para higienização das mãos;

- disponibilização de sabonete líquido e material para higienização correta da escola.


Para atender a essas determinações o Colégio Ágora organizou, e tem executado, um plano de ações de enfrentamento, inclusive com material informativo para os alunos, familiares e continuando a oferecer aulas on-line para as famílias que desejarem, e que hoje corresponde a 20% do nosso corpo estudantil. O plano é essencial porque entendemos que o combate e a prevenção devem acontecer diariamente e precisam ser cumpridos de forma metódica e conjunta para preservar vidas evitando o contágio.



É por isso que constantemente somos levados a revisar nossos processos escolares para ajustar, mais ainda, os cuidados. No dia de hoje, por exemplo, o espaço da quadra e o parquinho foram totalmente interditados. Eram espaços restritos a grupos pequenos, mas serão interrompidos nos próximos 14 dias para a máxima redução das chances de contato físico entre os alunos. Outra medida foi restringir o intervalo do lanche ao espaço da sala de aula, sob supervisão e com controle individual de saída ao banheiro.




A higienização da escola também está sob constante vigilância e é feita com álcool 70% na bomba costal a cada troca de turno, e os banheiros são higienizados 2 a 3 vezes por período.


Aos alunos é disponibilizado álcool em gel 70%, além de os mesmos terem suas carteiras devidamente marcadas a 1,5 metro de distância. E atentos também à saúde de nossos professores e funcionários, destinamos para cada um deles os respectivos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).


A visita de integrantes da Comissão de Enfrentamento tem ocorrido com frequência, e tem acompanhado e homologado nossas ações. As visitas, além de oferecerem importantes orientações e atenderem nossas demandas, são a melhor referência que temos para nos dar segurança e nos fortalecer.


Com o atual cenário da pandemia e da saúde pública precisando de atenção, pedimos que pais e alunos também estejam ainda mais focados nos cuidados, reforçando as orientações em suas casas, e acompanhando de forma rigorosa os protocolos para mantermos o bom trabalho de enfrentamento que temos realizado em conjunto.


Mesmo acreditando que estamos no caminho certo e que estamos fazendo o melhor para nossos alunos, sabemos que dúvidas surgirão. Por isso, estamos compartilhando um canal de comunicação exclusivo para que você fale conosco: 61 999258090 (Whatsapp).


Finalmente, aproveitamos para expressar a nossa solidariedade às famílias da cidade que foram contaminadas e que, porventura, perderam entes queridos. Toda vida é preciosa e é com este valor que buscamos oferecer um ambiente seguro para todos nós.


Livia Cerce

Diretora Geral